"Eu sou da Monstra" por Hilda Hilst, como utilizar a sala de aula para apresentar arte contemporanea.
Nesta estreia emocionante em meu blog, estou animada para compartilhar uma experiência literária e artística que marcou profundamente meu ano. Refiro-me ao livro "Eu Sou a Monstra", um poema da renomada escritora Hilda Hilst, ilustrado como uma homenagem ao atual presidente do Instituto Hilda Hilst, Daniel Fuentes. Vale destacar que, na infância, Daniel era filho de um dos amigos próximos da autora e teve a honra de receber um poema dedicado a ele. Inicialmente, confesso que fiquei intrigada com o propósito por trás dessa publicação, imaginando se seria apenas uma tentativa de explorar obras e cartas inéditas da autora. No entanto, ao mergulhar nas páginas deste livro, fui surpreendida por uma obra que vai além de uma simples revisitação de um poema antes perdido e agora encontrado, mas sim uma reflexão profunda sobre o fazer artístico, o uso da criatividade e até mesmo uma discussão sobre a percepção do belo e do feio. A habilidade de Hilda Hilst em brincar com as palavras, criando trocadilhos e suscitando perguntas intrigantes para o leitor, é magistralmente capturada nesta obra. O poema "Eu Sou a Monstra" é uma viagem poética que desafia os limites da linguagem e convida o leitor a explorar territórios desconhecidos da imaginação.
À medida que me envolvia com a poesia de Hilda Hilst, uma conexão surpreendente começou a surgir em minha mente. Ao associar o poema "Eu Sou a Monstra" com a obra de Lygia Clark, em particular os "Bichos", descobri uma ponte intrigante entre a compreensão e interpretação de texto e o universo da arte contemporânea. A simplicidade das formas e a complexidade das ideias presentes nos "Bichos" ecoavam, de certa forma, a profundidade e a variedade de significados encontrados no poema de Hilda Hilst. Assim, além de explorar as camadas do texto poético, pude visualizar paralelos entre as ilustrações de "Eu Sou a Monstra" e as formas lúdicas dos "Bichos". Esta conexão inesperada enriqueceu minha experiência e me levou a uma compreensão mais profunda das interações entre literatura e arte visual, destacando a importância de uma abordagem interdisciplinar na educação.
Quando visitei o instituto Inhotim, um dos meus itens mais desejados da lojinha do museu eram os Bichos da Lygia Clark. Adquiri uma cópia feita em impressora 3D do bicho caranguejo, é possível adquirir a réplica pelo site do instituto pela loja online.
Segue a descrição do produto na loja do Instituto Inhotim:
“Réplica da escultura Bicho Geográfico de Lygia Clark para você usar a imaginação e criar formas diferentes. A artista disse em 1963, que o plano inicial para os seus bichos não incluíam museus nem “marchands”. O que ela queria era fazer montes deles e pôr à venda até nas esquinas, por camelôs.”
Eu poderia conduzir uma breve introdução da artista, mas o carnal Arte1 tem uma série maravilhosa com mini biografias fascinantes, ótimas para material de apoio em vídeo.
Como parte de meu estágio obrigatório supervisionado, desenvolvi um material complementar para sala de aula utilizando o site Canvas.com. O objetivo é proporcionar aos alunos o exercício da construção de uma narrativa utilizando monstros, utilizando como base o poema de Hilda Hilst. Este material educativo, apresentado em formato de fanzine, visa estimular a imaginação, a reflexão e a expressão criativa dos alunos.
Usando como base o poema do livro, criei trechos de instruções com rimas e direciono o estudante desenvolver:
Criação do personagem, o desenho de um monstro;
Criação do cenário, onde este monstro habita;
Amizade, procure um amigo para o seu monstro, forme uma dupla com um colega e tente copiar o monstro que ele desenhou.
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